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Brindes assassinos

Temos agora em Portugal uma instituição que zela pela nossa saúde. Fecha cafés, restaurantes e, agora, cantinas em catadupa. Acabou-nos com os tradicionais galheteiros nos restaurantes e quer que no futuro todo o pão neles servido seja embalado por causa das mãos sujas dos clientes.

É uma instituição que quer fazer de nós uns frageizinhos que sucumbirão perante o mais ténue virusinho. Para isso, tem um director científico cuja máxima é "O radicalismo contra o facilitismo, porque este mata". Pelo andar da carruagem, estaremos, daqui a uns tempos, num restaurante esterilizado, depois de um banho esterilizador, a comer, com pinças esterelizadas, alimentos esterelizados.

Entretanto, acabaram-se os brindes do bolo-rei. O director científico da ASAE (é dessa instituição que falo) justifica à Visão a medida: "tantos dentes se devem ter partido e talvez alguém tenha morrido". Um cientificíssimo argumento, de facto.

2 comentários:

Invisible disse...

Apoyado, Camarada, tiene usted toda la razón! A ultima das afrontas está sobre nós: querem-nos estereis; já não lhes basta com que sejamos dóceis, democratas e contribuintes agora exigem-nos que sejamos frageizinhos (estará bem escrito?).
É assim chegada a hora em que devemos optar pela revolta, optar pela McDonalds, optar pela tasca de caracter duvidoso onde a gordura, como o pão nosso de cada dia e os talheres, é livre e omnipotente, optar pelo bolo-rei, com fava, brinde e tudo, tão caro ao nosso presidente. Hasta la vitoria, Camarada Cocleo!

batukada disse...

Plástico no pão não se faz.

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